Cicatrizes
As marcas mais profundas nem sempre se vêem. O livro trabalha aquilo que fica inscrito na memória, na forma de amar e na percepção que a protagonista tem de si mesma.

Romance psicológico contemporâneo
FICÇÃO INSPIRADA EM ACONTECIMENTOS REAIS
Uma história de cicatrizes, silêncios e reconstrução. Não sobre a dor enquanto espectáculo, mas sobre o que sobra de uma mulher quando tudo à sua volta tentou ensinar-lhe a desaparecer.
A HISTÓRIA
Sobrevivi-me acompanha uma mulher que aprendeu a sobreviver em silêncio. Entre relações que deixam marcas, escolhas moldadas pelo medo e uma identidade fragmentada pelo abuso, o livro observa aquilo que quase nunca é visível do lado de fora: o desgaste lento, a culpa, a vergonha e a dificuldade de continuar a habitar o próprio corpo.
Não é uma narrativa construída para embelezar a violência. É uma descida ao peso emocional de tudo o que não se diz, seguida pelo movimento mais difícil de todos: regressar a si mesma quando já não sabe exactamente quem era antes.
Ao centro estão as cicatrizes invisíveis, os silêncios que se tornam hábito e a reconstrução de alguém que precisa de reaprender a existir sem pedir desculpa por continuar viva.
NO NÚCLEO DO LIVRO
“Mas eu sobrevivi.
Não apenas aos outros.
Sobrevivi a mim.”
TRÊS EIXOS
Em vez de assentar numa intriga exterior, este livro vive sobretudo na pele, na memória e na forma como o trauma altera a relação entre o corpo, a linguagem e a ideia de identidade.
As marcas mais profundas nem sempre se vêem. O livro trabalha aquilo que fica inscrito na memória, na forma de amar e na percepção que a protagonista tem de si mesma.
O silêncio aparece como defesa, prisão e hábito. Sobreviver pode significar calar; curar exige, muitas vezes, aprender a romper esse pacto.
A reconstrução aqui não é limpa nem luminosa. É imperfeita, por vezes contraditória, e por isso mesmo mais humana.
O QUE O LIVRO FAZ
Sobrevivi-me move-se entre a crueza e a contenção. Não foge ao peso emocional dos acontecimentos, mas também não transforma a dor em ornamento. A escrita aproxima-se do íntimo: observa o colapso, a dissociação, a vergonha e a dificuldade de reconhecer afecto quando se viveu demasiado tempo em estado de alerta.
Escuro, emocional, introspectivo e directo.
Uma leitura intensa, desconfortável e honesta, centrada na sobrevivência e no processo de reaprender a existir.
Leitores que procuram romances psicológicos densos, com foco em trauma, relações abusivas e reconstrução interior.
CONTEÚDO
Os avisos de conteúdo existem para proteger a experiência do leitor, não para resumir o livro. Se este tipo de temas te afectar, aconselho a consulta antes da leitura.
INÊS LUNARIS
Sobrevivi-me é a obra mais sombria, terrestre e crua de Inês Lunaris, sem perder coerência com a sua identidade autoral. Funciona como contraponto emocional à dimensão fantástica da trilogia.
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